Classe trabalhadora sofre mais uma derrota

O presidente Jair Bolsonaro do PSL eleito neste domingo (28) acenou no seu plano de governo registrado no TSE a modalidade da carteira de trabalho “verde e amarela” voluntária, uma forma de regularizar o trabalho informal, no campo do emprego representa um retrocesso ainda maior do que a reforma do governo Temer, que o resulta ainda mais na precariedade dos direitos trabalhistas, denominada como a segunda classe trabalhadora, jogando o trabalhador para antes da CLT, sem a proteção da justiça e dos sindicatos, obrigando o empregado a negociar individualmente em total desvantagem diante dos patrões.

Entre ter emprego ou ter direitos, como diz Bolsonaro, o trabalhador brasileiro não terá vida fácil, Jair Bolsonaro votou a favor da reforma trabalhista, que alterou mais de 100 artigos da CLT, visando à redução de custos com a mão de obra, a maior lucratividade do empresário, a precarização do trabalho, legalizou o bico, as formas fraudulentas de contratação e a flexibilização das rígidas regras trabalhistas.

Três fatos chamam atenção referente a ataques aos trabalhadores.

1 – Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro (seu filho e também deputado) votaram pela aprovação da reforma trabalhista. Bolsonaro ainda votou contra a PEC das Domésticas, lei que inseria alguns direitos trabalhistas para as empregadas domésticas. Ele disse que “ou o povo tem emprego ou o povo tem direitos”.

2 – Jair Bolsonaro se absteve na votação da Lei da Terceirização para atividade-fim, o projeto de lei (PL 4302/98) aprovado permite a terceirização até da atividade-fim de uma empresa. Exemplo, uma escola poderá terceirizar não apenas o serviço de limpeza, mas até contratação de seus professores. Complicações de ser terceirizado: salários menores, piores condições trabalho, menos direitos e benefícios, muitas vezes sem sindicato. Os terceirizados são trabalhadores precarizados, tratados como de 2ª divisão.

3 – Jair Bolsonaro falou contra a PEC 241, mas votou a favor, conhecida como “PEC do Fim do Mundo”, foi aprovada em 2016. Essa emenda na constituição prevê o congelamento de investimentos do governo em saúde, educação, moradia, entre outras por 20 anos.

Os fatos acima mostram claramente que o próximo presidente é contra os trabalhadores, defendendo as leis que favorecem os grandes empresários do país. Manso com banqueiros e grandes empresários e muito tendencioso contra os trabalhadores. Próximo passo é a reforma da previdência.

O Chile será o primeiro país que o presidente eleito visitará, confirmou nesta segunda-feira à imprensa chilena Onyx Lorenzoni, seu futuro chefe de gabinete. A proposta de governo de Bolsonaro e sua equipe econômica, encabeçada pelo economista Paulo Guedes, é adotar o modelo de capitalização semelhante ao que foi instituído no Chile durante a ditadura militar. Hoje, os aposentados daquele país não conseguem sobreviver, já que vivem com menos do que um salário mínimo local.

 

Augusto B. Santos

Assessor de Imprensa

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